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terça-feira, 22 de julho de 2008

OS LIMITES EXISTEM


Escola expulsa aluno que vandalizou prédio para discutir arte

Durante apresentação de trabalho de formatura, estudante e mais 40 pessoas picharam prédio da faculdade Belas Artes

Faculdade diz que está interessada em discutir os limites da liberdade de expressão; abaixo-assinado tenta reverter decisão


O estudante Rafael Guedes Augustaitiz bem que tentou um diploma superior. Durante quatro anos, ele cursou como bolsista o Centro Universitário Belas Artes, na Vila Mariana.
Vencidos todos os créditos, bastava apresentar um TCC (trabalho de conclusão de curso) para conquistar o título de "bacharel em artes visuais". Mas, ontem, ele recebeu o aviso do reitor Paulo Antonio Gomes Cardim: foi expulso da escola.
Motivo alegado: "Prática de atos de vandalismo, lesivos à propriedade particular e (...) incongruentes com o espírito universitário; agressão ou ofensa a funcionários; ato sujeito a ação penal".
A escola não levou na esportiva o que aconteceu em 11 de junho, quando Augustaitiz apresentou o que considerou seu TCC. Nas palavras dele, tratava-se de "ação performática e de protesto para discutir os limites e o conceito da arte".
Na prática, o que se viu foram 40 jovens armados com sprays, chegando todos juntos a pé, muitos deles mascarados, por volta da 21h, e sacando, de repente, as latas que escondiam sob as roupas. Cobriram a fachada, recepção, escadas e salas de aula com as letras pontudas de difícil decifração que caracterizam a pichação paulista.
Seguranças e pichadores trocaram socos e pontapés por dez minutos, até que chegou a PM e levou sete jovens presos -Augustaitiz, entre eles.
No dia seguinte, a escola já limpara os rastros deixados pelos pichadores. "O impulso e a cegueira fizeram com que apagassem a minha obra. Quem vai me indenizar?", pergunta o estudante, a sério.
"Considero criminosa a ação do aluno. Não considero esta ação como arte. Não considero a possibilidade de aceitar essa manifestação como trabalho de conclusão de curso", tachou Helena Freddi, professora de Augustaitiz, em carta endereçada ao reitor, dias depois.
A faculdade -que outorgou em abril o título de professor honoris causa ao prefeito Gilberto Kassab, pela implementação do Cidade Limpa- montou uma comissão de inquérito para decidir o que fazer. Presidida pelo advogado Carlos Alberto Rufino, dela participaram a chefe da biblioteca, Leila Rabello, e Marco Antonio Frascino, professor de legislação e ética em publicidade. Foi nessa comissão que se formou a convicção pró-desligamento.
Segundo o supervisor acadêmico Alexandre Estolano, a faculdade está, sim, interessada em discutir "limite e transgressão". "Mas não desse jeito. Vamos patrocinar um seminário sobre o tema, em agosto."
"Limite e transgressão, até onde vai a arte e a liberdade de expressão", segundo o texto de divulgação, serão debatidos por "jornalistas, artistas consagrados, colecionadores de arte, galeristas, curadores de museus". E por nenhum pichador.
Ontem, começou a circular um abaixo-assinado em solidariedade ao expulso, pedindo que a escola dê a ele a chance de se defender: ""Pixação" pode ser crime (?), mas também é arte, e a faculdade perdeu a chance de surfar na vanguarda da mais moderna e atual de todas elas. Sempre foi assim. O Moma (Museu de Arte Moderna de Nova York) torceu o nariz para os trabalhos de Andy Warhol e Basquiat foi ridicularizado pelos mesmos acadêmicos que hoje o idolatram. A arte de verdade incomoda e às vezes demora a ser entendida".
Entre os signatários, estão os grafiteiros Otavio e Gustavo Pandolfo, Osgemeos, cujo trabalho está até agosto em exposição na Tate Modern, em Londres. No dia 3 de julho, um mural gigante da dupla, na Bela Vista, foi coberto com tinta cinza por uma empresa a serviço da prefeitura.


fonte: betania e Folha Sp

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Transfer


ATIVIDADES SIMULTÂNEAS

TRANSFER_ cultura urbana. arte contemporânea. transferências. transformações.

A programação das atividades simultâneas à mostra TRANSFER_ cultura urbana. arte contemporânea. transferências. transformações. traz um calendário com encontros, workshops, oficinas, palestras, seminários e percursos urbanos envolvendo parcerias com instituições representativas da comunidade, de governos, da iniciativa privada, de entidades, meio acadêmico e ONG’s.

OFICINA DE GRAFFITI

A oficina de graffiti objetiva a “transferência” entre os espaços de forma a contribuir para a constante criação de novas formas de integração com o espaço da cidade e também revitalização e qualificação urbana.

Dividida em módulos teórico e prático será realizada pelos artistas: Hisake, Sirilo e Lucas NCL. Hisake é um artista urbano com exposições individuais no Brasil e França, Sirilo é um hip hoper completo: canta, dança e grafita e Lucas NCL integrou o Projeto Circulando e possui intervenções com graffiti em 06 capitais brasileiras.

Com duração de 03 dias, no primeiro dia o grupo irá conhecer as técnicas de graffiti e planejar o projeto da intervenção urbana que será realizada em área cedida pela Trensurb: no muro de contenção do trem da Avenida Castelo Branco.
Coordenação: Instituto Tr.i e integra o Projeto Identidade de Rua.

Patrocínio: Colorgin

Apoio: Trensurb e ATIVA.

Quando:

Dias 08, 09 e 10 de agosto.

Horário:

Dia 08/08 – das 18hrs às 21hrs

Dias 09 e 10/08 – das 10hrs às 17hrs*.

* Saída do Santander Cultural às 9:30hrs.

Local:

Sala Multiuso do Santander Cultural

Público-alvo:

Grafiteiros, estudantes de arte, design, apreciadores e público em geral.

Número de participantes:

20 participantes.

Inscrições:

As inscrições podem ser realizadas até o dia 05/08 ou até o preenchimento das vagas pelo e-mail: scultura@santander.com.br

* Transporte e alimentação estão incluídos na inscrição. Idade mínima para participar da oficina: 18 anos.